Crias do WI - Esther Carvalho

Além de oferecer grandes oportunidades de emprego e de aprendizado, o WI, ao trazer as empresas para perto da comunidade universitária, estimula a difusão de um conceito cada vez mais importante: o do networking. A prática de criar uma rede de contatos profissionais é alvo de estudos, cursos e análises mundo afora, mas definitivamente é algo que só se aprende na prática.


O Workshop Integrativo une mercado e universidade para abrir um espaço onde essa habilidade pode ser praticada sem medo, e onde os frutos de uma boa prática de networking podem aparecer imediatamente – por exemplo, na forma de um estágio capaz de dar aquele impulso na sua carreira.


Esther Carvalho, atualmente Equity & Derivatives Trader Intern na JP Morgan, soube aproveitar muito bem o WI nesse sentido: foi por meio dos contatos profissionais estabelecidos no evento que ela encontrou um mentor, que pôde ajudá-la a conhecer melhor o mercado de trabalho.


Ansiosa para ajudar quem já está se preparando para o WI Online, a Esther abriu um tempinho na agenda para bater um papo com a gente sobre o evento, o papel dele na construção da sua carreira, e as infinitas possibilidades de networking que o WI oferece.



Workshop Integrativo (WI): Esther, muito obrigado por aceitar conversar com a gente! Primeiramente, a gente gostaria de saber: desde quando você participa do WI? Além disso, o que você buscava fazer dentro do evento?


Esther Carvalho (EC): Eu não frequentava muito o WI nos primeiros anos justamente devido as regras de estágio da Poli. A partir do meu terceiro ano de faculdade, comecei a participar, porque queria conhecer as empresas e processos seletivos.


Tinha vontade de explorar mais sobre as consultorias. Não sabia as diferenças entre elas, nem como participar dos processos seletivos. Mas um veterano me disse que eu conseguiria conhecê-las pelo WI.


Então me inscrevi nas palestras, aproveitei para fazer perguntas, conheci os estandes de todas que participavam do evento, fiz contatos e, posteriormente, prestei todas as possíveis.



WI: Você também teve a oportunidade de participar da feira como expositora, certo? Como foi essa experiência?


EC: Após eu ter tido experiência em consultorias, quis ter experiência em bancos. Então, tive a oportunidade de ir para o JP Morgan, onde estou agora. Quando surgiu a oportunidade de apresentar o JP no WI, no meu primeiro ano de estágio, topei na hora.


Lá eu conheci um lado da feira que eu não imaginava: o lado da organização e da participação das empresas. Achei incrível o alto nível de organização dos alunos que trabalham lá.


Como expositora o contato com os alunos foi muito enriquecedor. Conheci gente de todo lugar, não só da Poli, e é incrível ver que pessoas de lugares super distantes vêm para São Paulo participar do evento. Isso com certeza mostra que o WI tem um impacto muito bom no que se dispõe a entregar.


Conversando com os alunos, lembrei de quando eu, pela primeira vez, fui para lá ouvir as pessoas e conhecer as empresas. Busquei responder todas as dúvidas, e é muito interessante perceber que o público é muito diversificado. Tem gente que vai determinado, sabendo o que quer, e gente que está se encontrando. Eu já fui essas duas pessoas, quando frequentei o WI, e saber que dessa vez eu tinha a oportunidade de ajudar – nem que fosse um pouquinho – a galera da minha faculdade e de outras, foi muito gratificante e enriquecedor.



WI: E como você conseguiu sua primeira oportunidade profissional pelo evento?


EC: Como havia dito, tinha interesse em consultorias no evento. Por isso, me inscrevi nas palestras que elas estavam oferecendo. Mas, no dia, cheguei meio atrasada, e uma que eu queria participar já estava cheia. Por isso, decidi ir para outra, que ia acontecer logo em seguida. No caso, a palestra que assisti foi da McKinsey.


Um dos sócios deu uma palestra sobre transformação (econômica, social etc.). Achei que aquilo fazia sentido para mim. No dia seguinte, fui para o estande deles, e me explicaram como funcionava o Summer [Internship].


Prestei alguns processos seletivos e, no final, fui aprovada em mais de uma consultoria. Para decidir, eu optei por aquela que eu havia assistido a palestra no WI. Lembrando do que foi falado lá, achei que era a que fazia mais sentido, a que estava mais próxima dos alunos, e a que eu me senti mais conectada, graças àquela palestra.



WI: Durante o processo seletivo do Summer [Internship], teve algo que você fez que acha que foi um diferencial seu?


EC: Pensando em consultoria, especificamente, eu acho que eu tentei não me apegar àqueles métodos, livros e estratégias de case conhecidos. Não achava que faziam sentido, e muito menos fazer uns 80 cases de treinamento.


Pensando no processo seletivo num geral, eu acho que é bem importante treinar comunicação. Conseguir transmitir bem aquilo que pensa para outra pessoa é muito importante. Nisso eu me dedicava bastante, e acho que foi um diferencial meu.


Eu também sempre pratiquei esporte pela Poli. E, na época, tinha fundado um grupo de corrida e trabalhava com ele junto à Adidas. Acho que isso me ajudou muito a exercitar minha comunicação e também a diminuir um pouco a pressão da Poli e dos processos seletivos.



WI: Muito legal, Esther! E agora, para finalizar, quais dicas você daria para os visitantes do WI Online? Como você acha que eles podem aproveitar a feira ao máximo?


EC: Eu acho que, às vezes, a galera aproveita pouco o networking que o WI oferece. Eu mesma sempre achava que quando alguém falava "pode me mandar e-mail", ou me dava o cartão dela, ou o LinkedIn, era só por educação. Mas em geral as pessoas ali estão realmente dispostas a te ajudar, conversar e explicar o que você precisa. E esse contato é muito valioso!


Neste ano, a maioria das pessoas vai ver sua mensagem e conseguir 15 ou 30 minutos para falar com você. E podem te explicar muita coisa, dar dicas que você não imaginava, ou te direcionar para caminhos que você não via antes. Quando participei como visitante, eu mandei mensagem para profissionais de RH, analistas, consultores etc. A galera responde mesmo! Marcam horário com você e te explicam muita coisa.


Eu conheci um mentor assim. Uma pessoa me passou o contato de um ex-politécnico, mandei mensagem na "cara de pau", marquei um horário, e ele me explicou muito mais de mercado do que eu imaginava.


Na faculdade, a gente não tem uma matéria chamada Mercado de Trabalho. Então fale mesmo com as pessoas. Não tenha medo e nem vergonha de mandar mensagem para aquela pessoa que você conheceu na feira! Pergunte a trajetória dela, como ela se preparou, o que ela pensava, qual a progressão de carreira naquela empresa, os valores, que livros ela leu, como é o ambiente da empresa, o que ela gosta, o que não gosta, o que ela faria se tivesse X ou Y tempo de graduação.


No final, é capaz de você encontrar um mentor, uma dica de trajetória, ou um plano para enfrentar o mercado.



Foi participando do WI que a Esther descobriu a real importância da rede de contatos que ela já estava montando. E foi essa prática de networking, aplicada às oportunidades que ela encontrou no evento, que abriu caminho para a trajetória de sucesso que ela hoje trilha.


A história da Esther nos lembra que o mercado de trabalho, mesmo cheio de números, códigos e normas, é acima de tudo um ambiente humano, que funciona a partir da comunicação e das relações que estabelecemos ao longo da nossa trajetória. Então não perca a chance de construir novas relações e criar novas pontes com quem já está por dentro do mercado.


O WI Online vem aí, cheio de oportunidades para você desenvolver suas habilidades de networking e concorrer a vagas em empresas consagradas. Para se preparar para o evento e já ter um gostinho de tudo que você pode aprender lá, não perca as entrevistas aqui do Crias do WI. Pode ser até que você já descubra com quem falar na sua empresa dos sonhos ;D


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